Seu filho já mamou,
está de fralda limpa, não tem febre, assaduras, frio nem qualquer mal-estar
aparente... Mesmo assim, faz uso da garganta que a natureza lhe deu e chora sem
parar. Rostinho vermelho, olhos apertados e um ar de desespero, que fazem você
se sentir incapaz de cuidar de um bebê. Calma! Você não é a primeira mãe a
passar por isso. A criança nasce com o reflexo do choro e o usa para expressar
suas necessidades e emoções. Só com muita observação e experiência, em
geral, do terceiro mês em diante, é possível distinguir um choro do outro.
Para
lidar bem com essa fase, é preciso, primeiro, entender alguns aspectos sobre o
choro dos bebês.
- O choro é o principal recurso de comunicação de bebês menores de três meses;
- Por
meio do choro, os bebês expressam dor, fome, raiva e tédio, mas às vezes
choram sem nenhuma razão em particular;
- Mesmo
bebês saudáveis que são muito bem cuidados choram muito;
- Nos
três primeiros meses de vida, cerca de 25% dos bebês choram mais de três horas
e meia por dia;
- Por
volta dos 3 meses de idade, os bebês começam a chorar menos. Começam a
balbuciar e movem-se com mais facilidade, e são capazes de expressar-se de
outras maneiras além do choro.
DICAS O QUE FAZER NO MOMENTO DO CHORO:
1.EMBRULHE O BEBÊ, FORMANDO UM “PACOTINHO” BEM FIRME
Ao contrário do que se imagina, recém-nascidos não se sentem
confortáveis tendo os movimentos livres. Eles ainda não controlam braços e
pernas, e os próprios gestos involuntários podem assustá- los. Nas primeiras
semanas, escolha uma manta de tecido suave e envolva o bebê. Deixe o rosto dele
livre, mas ajeite os bracinhos ao longo do corpo, deixando-os retos. Essa leve
pressão contínua remete-o ao tempo em que estava bem protegido no útero da mãe.
É o que basta para acalmá-lo e fazê-lo se sentir mais seguro.
2. ACOMODE-O DE LADO OU DE BRUÇOS
Deitados em um espaço muito
amplo, os bebês se sentem desamparados e com medo de cair. Para evitar essa
sensação aterrorizante, coloque seu filho de bruços ou de lado, com as costas
apoiadas em um rolinho (pode ser improvisado com uma toalha dobrada ou comprado
já pronto em lojas de produtos infantis). É provável que, no carrinho ou no
bebê-conforto, que são menores, ele se sinta melhor do que no berço. Mas
atenção: não deixe o bebê sozinho nessas posições, pois ele ainda não consegue
erguer a cabecinha e pode se sufocar. Na hora de dormir, o mais seguro é
deitá-lo de costas.
3. FAÇA SONS TRANQUILIZADORES
Pode parecer estranho, mas
possivelmente seu bebê vai adorar o embalo do secador de cabelos ou do
aspirador de pó. Esse ruído de “shhhhhhhh” forte remete ao som do sangue
circulando pelo corpo da mãe, que o cercou durante toda a gestação. Se
preferir, experimente fazer você mesma esse som constante e forte perto do
ouvido do bebê por alguns instantes e confira o efeito.
4. EMBALAR
Ele balançou nove meses. O berço
parado é monotonia pura, além de muito estranho. Por isso, capriche no balanço
com movimentos repetitivos. No início, embale o bebê de forma um pouco mais
vigorosa até acalmá-lo. Mas cuidado: não o chacoalhe em hipótese alguma. Quando
a criança estiver tranqüila, continue a embalá-la em um ritmo mais suave e
lento.
5. DEIXE-O SUGAR
Nada mais tranquilizador para o
bebê. O ato de sugar acalma e libera substâncias analgésicas. Se ele mama no
peito, evite bicos e chupetas para não atrapalhar a amamentação. Caso não a
machuque, deixe-o sugar o peito. Outra opção é oferecer o dedo mínimo, dobrado,
para que ele brinque feliz.
6. DÊ BATIDAS LEVES E RITMADAS NO BUMBUM
Faça isso, enquanto balança
suavemente o bebê no colo. Em diferentes fases do bebê, o efeito é mágico!
7. FAÇA-O VIBRAR LITERALMENTE!
Vibrações fazem a alegria do
bebê. Experimente segurá-lo com a cabecinha bem junto ao peito e emita um som
grave e contínuo, com a boca fechada, de modo a fazer vibrar sua caixa
toráxica, transmitindo o movimento a ele. Nas lojas especializadas, há
cadeirinhas vibratórias importadas.
8. VARIE AS POSIÇÕES NO COLO
Muitos bebês gostam de ser
segurados de bruços, com os braços do adulto enlaçados na sua barriguinha.
Outros preferem ficar na vertical, com a cabecinha apoiada nos ombros do
adulto. Varie as posições com delicadeza até encontrar aquela que vai deixar
seu filho mais confortável e seguro.
9. BANHO MORNO E OLHO NO OLHO
Uma banheira com água morninha
também distrai a criança e pode interromper crises contínuas de choro. Durante
o banho, aproveite para falar tranquilamente com o bebê, olhando- o nos olhos.
Olhar de mãe é poderoso.
10. TIRE O EXCESSO DE ROUPA
Em dias mais quentes, é comum o
bebê chorar simplesmente porque sente calor. Se ele estiver com orelhas ou
pezinhos quentes e axilas molhadas, pode apostar em um banho refrescante e
roupas mais leves para eliminar o desconforto.
11. CRIE ROTINAS
Crises de choro antes de dormir
podem ser prevenidas desde cedo com a adoção de uma rotina consistente. O bebê
gosta de saber o que vai acontecer com ele, e a repetição lhe dá segurança. Ao
levá-lo para dormir, reproduza invariavelmente o mesmo ritual e na mesma
sequência – mamada, troca de fraldas e canção de ninar, por exemplo.
12. ACEITE O CHORO
É o mais difícil para a maioria
dos pais, mas é preciso reconhecer que, muitas vezes, a criança está
simplesmente triste ou melancólica. Nessas horas, falar com ela, nomear o
sentimento que a aflige e mostrar que a compreende são atitudes muito mais
eficientes e apaziguadoras do que tentar envolvê-la num turbilhão de atividades para distrair.
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